quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Direito a Brincar


Toda criança tem direito a brincar. Segundo Chamboredon e Prévot (1973) brincar é o ofício da criança.
Este direito foi incluído na Declaração das Nações Unidas dos Direitos da Criança em 1959 e reiterado em 1990, quando a ONU adotou a Convenção dos Direitos da Criança. No artigo 31 da Convenção estabelece-se que “1. Os Estados Partes reconhecem à criança o direito ao repouso e aos tempos livres, o direito de participar em jogos e actividades recreativas próprias da sua idade e de participar livremente na vida cultural e artística”.
Brincar é uma atividade social muito importante para as crianças e é nuclear para a construção das suas relações sociais e das formas coletivas e individuais de interpretarem o mundo (Borba, 2005).


·         Brincar é a forma fundamental das crianças desfrutarem da sua infância. É essencial para a sua qualidade de vida como crianças.
·         Brincar é divertido.
·         Brincar pode promover o desenvolvimento das crianças, a aprendizagem, a imaginação, a criatividade e a independência. É um atividade propiciadora da aprendizagem da sociabilidade.
·         Brincar pode ajudar a manter crianças saudáveis e ativas.
·         Brincar permite que as crianças experimentem os limites, aprendendo a avaliar a
gestão do risco nas suas vidas, físico e social.
·         Brincar ajuda as crianças a entender as pessoas e os lugares nas suas vidas, aprender sobre o meio ambiente e a desenvolver a sua pertença à comunidade onde estão inseridas.
·         Brincar permite às crianças descobrirem-se: habilidades, interesses e saberes.
·         Brincar pode ser terapêutico. Ajuda as crianças a lidar com circunstâncias difíceis ou dolorosas.
·         Brincar pode ser uma maneira de construir e manter relações importantes com  amigos, cuidadores e familiares.
                                                                                 
Fonte: Adaptado de Charter for Children’s Play
Fotografia: Farley Nursery School

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

É interessante ler uma posição diferente da nossa. Leiam a  entrevista ao pediatra francês Aldo Naouri (1937-   ) que defende, entre outras coisas, que os pais nunca devem pedir desculpa aos filhos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Questionando a Infância

Segundo Larrosa, "a infância é um outro: aquilo que, sempre além de qualquer tentativa de captura, inquieta a segurança de nossos saberes, questiona o poder de nossas práticas e abre um vazio em que se abisma o edifício bem construído de nossas instituições de acolhimento. Pensar a infância como um outro é, justamente, pensar essa inquietação, esse questionamento e esse vazio (1999:184).
O que pensam disto?

Bibliografia: Larrosa, J. (1999). O enigma da infância ou o que vai do impossível ao verdadeiro. In Larrosa J. e LARA, N. (orgs.). Imagens do outro. 2ª ed. Petrópolis, R.J.: Vozes.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Violência contra as crianças

No dia 11 de Outubro de 2006 foi publicado o Estudo das Nações Unidas sobre a Violência contra Crianças e Adolescentes. Trata-se do primeiro estudo abrangente e global das Nações Unidas sobre as formas de violência contra a criança e o adolescente. Caracteriza os ambientes onde essas agressões são cometidas. O estudo revela que a violência contra a infância acontece em todos os países do mundo e está presente em todas as culturas, classe social, níveis de escolaridades e grupos étnicos. Também apresenta 12 recomendações aos países, para que implementem políticas e acções de combate à violência contra meninos e meninas.
Apesar das dificuldades, o Estudo teve repercussões em nível mundial:
- A região de Oriente Médio e a África do Norte apresentou uma versão árabe do Estudo.
- O Conselho da Europa apresentou uma campanha contra do castigo corporal, com o objectivo de colocar fim a esta prática na Europa.
- Realizou-se, pela primeira vez, uma conferência sobre o abuso sexual infantil na África.
- Na Holanda teve lugar outra conferência internacional sobre a violência contra as meninas.
- Em Setembro do ano passado, mais de 30 parlamentares de 14 países latino-americanos reuniram-se em São José (Costa Rica) para falar sobre o papel de seus respectivos parlamentos no combater a um dos problemas sociais mais graves da região, isto é, a violência contra as crianças.
Estes são alguns dos exemplos que se podem apresentar mas ainda estamos muito longe de garantir a protecção das crianças contra a violência.

Fotografia: Os Gémeos
Fonte: CRIN

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Transmissão do Spot/Publicidade Institucional do IAC pela SIC

"A partir do dia 5 de Agosto de 2010, a SIC vai transmitir um Spot/Publicidade Institucional do Instituto de Apoio à Criança (IAC). Durante os dias de semana, o Spot irá passar entre as 06.00 – 07.00 ou entre as 09.00 – 10.00 horas, por volta das 17.00 horas e após as sessões de cinema da noite. Ao fim de semana só passa após as sessões de cinema da noite. O spot irá passar até o fim de Outubro. A transmissão do spot é feita a titulo gracioso no âmbito do projecto da SIC Esperança."
Fonte: IAC

terça-feira, 27 de julho de 2010

Expert Conference 'Europe de l’Enfance'

De 8 a 10 de Setembro de 2010, a Presidência belga da UE convida especialistas para participar na conferência "Europe de l'Enfance " - de forma a criar sinergias e coerência entre as agendas políticas europeias e internacionais sobre as crianças, juventude e direitos da criança. A Presidência Belga da UE decidiu organizar esta reunião, pela primeira vez na agenda do Conselho da União da Juventude, para criar uma abordagem coordenada de políticas de juventude e da infância.

quarta-feira, 21 de julho de 2010


"Meu vizinho é um cão, das portuguesas Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, trata das relações de vizinhança, expectativas e preconceitos, territórios e identidades. Uma menina que morava num prédio onde “quase nada acontecia” tem sua vida transformada quando começam a chegar novos moradores aparentemente esquisitos – como um crocodilo que gosta de dar presentes. A menina logo se afeiçoa aos bichos, enquanto seus pais “torcem o nariz”. Mas, na verdade, eles também não são tão normais assim... As ilustrações de Madalena Matoso promovem um percurso visual pelo prédio – andares, corredores e apartamentos que revelam a personalidade dos recém-chegados –, e escondem detalhes para surpreender o leitor. Junto com o texto despretensioso de Isabel Minhós Martins, autora de Pê de pai, fornecem uma bela história que nos leva a refletir sobre nossa receptividade ao mundo e às pessoas que nos cercam. No texto de quarta capa, a escritora e tradutora Adriana Lisboa convida: “Quem é normal e quem é estranho nesse prédio de moradores tão diferentes? [...] Abra este livro e descubra!”.
Fonte: IAC

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Direito da Criança à Participação

 O Instituto de Apoio à criança lançou o InfoCEDI n.º 26, subordinado ao tema O Direito da Criança à Participação. Consultem!