terça-feira, 3 de junho de 2008

Crianças, jovens, adolescentes?

Decorreu no Chipre, de 28 a 29 de Maio, o Congresso Child and Youth Research in the 21st Century: A Critical Appraisal. Destaco a conferência inaugural proferida por Allison James intitulada "Challenges and opportunities in interdisciplinary child and youth research". A autora colocou vários desafios no estudo da e sobre a infância, nomeadamente o problema da representação. Como denominamos este grupo social: crianças, adolescentes, jovens ?

Face a mudanças sociais cada vez mais intensas e ao facto de que as crianças terem problemas em ser consideradas crianças, o que os sociólogos da infância dizem sobre isto? Aqui fica o desafio para um debate …

Um comentário:

gabriela disse...

Olá!

Pois eu tenho de confessar, que começo a ficar zangada com todos os nossos "gurus". Poruqe, pensem... no momento em que, finalmente, começamos a assimilar algumas questões, lá vêm eles com um artigo que nos baralha tudo outra vez!

A verdade é que já me comecei a lançar essa mesma questão, e não chego a nenhuma questão. Porque, se por um lado, percebo e admito a necessidade de distinguirmos, de forma clara, as diferenças dentro de uma mesma categoria - a infância - também precisamos de algo que a possa "unificar" pelo menos em determinados aspectos. Ou seja, termos a perspectiva clara, omo dizia Alderson num dos seus artigos mais antigos, de procurar entender a comunalidade e diversidade da infância...

Por outro lado, ainda, debatemo-nos com a questão de criança apelar, frequentemente, para os jovens, para uma ideia de meninez, de alguma imaturidade com a qual os mais velhos, claramente, não se identificam.

Finalmente, jovens está hoje a ser demasiado banalizado na classificação de outras gerações, como por exemplo, os adultos os jovens adultos, os jovens agricultores...). Ah, e depois... os adolescentes também já fazem questão de serem pré adolescentes, de serem adolescentes ou ainda, adolescentes tardios.....

Confuso, não é?